Como ser teu anjo
Se para te amar
Eu tenho que ser
De carne e osso

Como ser teu anjo
Se há muito tempo
Ando perambulando
Pela escuridão
Sem direção
Por causa desse amor
No meu pobre coração

Como ser teu anjo
Se és bela tão perfeita
E eu sou totalmente
Do avesso imperfeito

Como ser teu anjo
Se perto de você
Simplesmente perco o ar
E me da uma imensa
Vontade de te tocar

Como ser teu anjo amigo
Se eu vivo só sonhando contigo.
- Nelson Martins

Karen era sociável, bem-humorada, divertida, supervalorizava seus longos cabelos loiros e tinha um grande sonho, o de ser médica pediatra. Mas era indisciplinada, não estudava para as provas, não lia livros, não tinha garra. Os amigos não davam nenhum crédito a ela quando dizia que ia ser pediatra; vivia sua vida sem grandes tempestades, até que passou pelo mais dramático vendaval, pela mais angustiante experiência. Sofreu algumas tonturas, desmaios, e começou a ter sintomas que preocuparam seus pais. Feitos alguns exames, diagnosticou-se um tumor cancerígeno. Foi realmente um grande choque. O mundo desabou. Ela precisava lutar contra um inimigo que não via, e que estava dentro dela. Passou por algumas cirurgias, quimioterapia, e seus longos e loiros cabelos começaram a cair. Perdeu o ânimo de se vestir, de se cuidar. Já não sorria, não só pelo medo da doença, mas também por se sentir feia, diminuída e rejeitada. E assim, construiu conflitos que a bloquearam. Perdeu o prazer de ir à escola, se isolou e se deprimiu. Karen não devia se deprimir, pois uma pessoa deprimida cuida menos da sua qualidade de vida, diminui sua imunidade, enfraquece sua resistência para lutar contra o câncer. Precisava de garra para batalhar pela vida.

Certo dia, andava muito abatida nos corredores do hospital em que se tratava. De repente, ouviu gritos de alguns meninos dentro de uma sala. Resolveu entrar. Ao entrar teve um choque. Viu seis crianças brincando com bexigas. E o que mais a abalou era que todas estavam com a cabeça brilhante. Todas estavam em tratamento de câncer. Convidaram-na para entrar na brincadeira, porém ela se recusou. Então, uma menina de seis anos, pegando nas suas mãos a levou para o centro da sala. Ao ver o sorriso das crianças e a vontade de viver espelhada nos seus rostos, ela finalmente entrou na folia. Pulou e brincou. Parecia que o mundo tinha parado. Ao mesmo tempo que se divertia, lembrou do sonho de ser pediatra. Começou a frequentar aquela sala, e quanto mais frequentava, mais se sentia fortalecida. As palavras de incentivo que seus pais lhe haviam dito anteriormente, começaram a germinar. Agora ela pedia forças para lutar pela vida e pelos seus sonhos. Fortaleceu-se tanto que, mesmo com a queda de cabelo, resolveu voltar à escola. Antes de entrar na sala, lembrou-se dos tempos que brincava, mexia com os colegas e se divertia sem preocupações... Todavia, ao entrar na sala Karen levou um susto. Ficou perplexa. Não conseguia acreditar na imagem que via. Viu a solidariedade! Viu a maioria de seus amigos e suas amigas, calvos. E eles disseram que rasparam a cabeça para mostrar que estavam juntos nessa luta. Para mostrar que a amavam do jeito que estava, e que ela era linda mesmo sem cabelo. 

Karen foi abraçada e beijada por todos seus amigos. Estava admirada diante de tanta manifestação de carinho. Raramente o amor foi tão longe. Karen se soltou. Começou a conviver sem medo com as pessoas. Seu ânimo se reacendeu. Por fim, triunfou. Venceu o câncer. Foi disciplinada. Começou a se destacar nos estudos e transformou seu sonho em realidade. Pense nisso! Os sonhos não determinam o lugar aonde vamos chegar, mas produzem a força necessária para tirar-nos do lugar que nos encontramos. Sonhos são mais que desejos. Um sonho é um projeto de vida. Resiste aos problemas, pois suas raízes se nutrem nos mananciais profundos da personalidade.

Pense nisso!
© Caminhos de Luz

Certa vez uma empresa estava em situação muito difícil. As vendas iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços há meses não saíam do vermelho. Era preciso fazer algo para reverter o caos, mas ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectivas de progresso na empresa. Eles achavam que alguém devia tomar a iniciativa de reverter aquele processo. Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que impedia o seu crescimento e o da empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes."
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando o crescimento da empresa. A agitação na quadra de esporte era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando meu progresso? Ainda bem que esse infeliz morreu!

Um a um, os funcionários, agitados, aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma, e saíam cabisbaixos. Pois bem! Certamente você já adivinhou que no visor do caixão havia um espelho. Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo! É muito fácil culpar os outros pelos problemas, mas você já parou pra pensar se você mesmo poderia ter feito algo para mudar a situação? Você é o único responsável por sua  vida. Ela foi entregue a você por Deus, e você terá que prestar contas do que fez com ela no final da sua existência.

Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa. Depois de um tempo, Dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com Dona Clotilde. Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria:
- Minha querida Clotilde, já estávamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas.

Dona Clotilde, na hora, estranhou a atitude da velha rival e disse que viria pensar no caso. Pelo caminho foi matutando...
- Essa dona Maria não me engana, está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação.

Chegando em casa preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca.
- Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse “maravilhoso” presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa.

Mandou a empregada levar o presente à casa da rival, com um bilhete:
- Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te este lindo presente.
Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou e pensou:
- Que ela está propondo com isso? Não estávamos fazendo as pazes? Bem, deixa pra lá!

Alguns dias depois dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes, coberta com um belo papel.
- É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou!

Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, e um cartão com a seguinte mensagem:
"Estas flores é o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. Afinal, cada um dá o que tem em abundância em sua vida."
A vida é um show, e por trás de um ator ou atriz que falha há sempre uma pessoa machucada nos bastidores.
- O Vendedor de Sonhos

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